PASSA QUATRO-MG

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Jardim dos Leões, em Passa Quatro

          Passa Quatro-MG, uma pequena mas grande cidade, fundada na época das Bandeiras, ou seja, dos bandeirantes liderados por Fernão Dias Paes Leme, que atravessaram o mesmo rio quatro vezes, daí o nome de Passa Quatro.   O bandeirante Fernão Dias Paes Leme, procurava esmeraldas na Serra da Mantiqueira.  Isto foi por volta de 1680, onde também morreu, acreditando te-las encontrado, as esmeraldas que tanto procurava. 


          E foi nessa cidade, de uma história tão bonita, que eu também passei toda a minha infância e adolescência. Eu nasci em Baependi, mas dessa cidade não me lembro de nada, e por isso, considero Passa Quatro a minha cidade natal. Meu berço cultural. 

          Por que tive que nascer em Baependi?  Essa foi uma pergunta que eu fiz a minha tia Clara por diversas vezes, há muito tempo.  E ela me contou.  Foi assim;

          ... Meu pai trabalhava com seus irmãos, Carlos e Walter na oficina mecânica em Itanhandu.  Mas, o tio Carlos era muito "brigão", vivia brigando com o tio Walter e com meu pai.  O tio Carlos era assim; sempre agia de maneira impulsiva, aliás, como já contei nestas estória: (brigão, briguento, rusguento).

          E foi por isso, devido a um desentendimento, que meu pai, aborrecido, largou tudo e foi para Baependi, onde minha mãe possuia um terreno.  Meu pai tentou assim, mudar de profissão, e se tornar um pequeno sitiante, criando umas poucas vaquinhas (veja a foto). 

           Mas, essa tentativa durou pouco, pois era muito difícil para o meu pai, ele não tinha sequer máquinas, motores ou ferramentas adequadas que facilitassem o seu trabalho.  Tudo era feito manualmente, sem ajuda de ninguém, e além disso, essa não era sua vocação.  Sua especialidade era outra, conforme já mencionei nestas estórias.


          Depois, o próprio tio Carlos foi se reconciliar com meu pai, devido aquela desavença que tiveram, e cujo real motivo eu nunca soube, mas com certeza, não era assim tão grave.  Eu já contei também, que os irmãos sempre brigavam, mas nunca ninguém guardou ódio ou ressentimentos por muito tempo.  Havia entre eles, um amor familiar muito grande, que superava essas desavenças.

          Bem, como eu disse, de Baependi não me lembro de nada, mas de Passa Quatro tenho boas lembranças, como nestas fotos:

          Por que me chamo Guilherme Köhn: Fui registrado e batizado com esse nome. Ideia do meu pai.  Eu vou contar.  ... Quando eu nasci, meu pai (Paulo), escreveu uma cartinha para a tia Clara, comunicando o meu nascimento, e submetendo à apreciação de sua irmã, a sua idéia: "homenagear o nosso pai", dizia ele, "o que você acha?  Não é uma boa ideia?"  Foi mais ou menos assim, os termos da sua carta. DETALHE: eu tive essa carta em mãos, e li essa carta que a tia Clara guardou por muitos anos, e a qual eu deveria ter comigo, mas não a encontro, não sei onde foi parar essa cartinha.

          Se eu a tivesse, eu a publicaria neste trabalho. Seria assim, uma boa lembrança do meu pai, e uma ilustração destas palavras que estou revivendo.  Mas o fato é, que meu pai não quis me dar o seu nome, e sim o nome do pai dele.  Penso que eu deveria ter sido registrado então, como "Guilherme Köhn Neto".  Mas, não foi assim, e fiquei sendo mesmo Guilherme Köhn.

          E, seguindo esse exemplo, eu também quis retribuir, ou seja, homenagear o meu querido pai. E assim, quando minha filha nasceu, já que não era menino, eu lhe dei o nome de Paula.  Mas, só Paula?  Paula Köhn?  Não, faltava alguma coisa; ... pensei na nossa prima Hanni, da Alemanha.  Hanni Paula?  Não, esse nome não tinha uma boa sonoridade, digamos assim. - Bem, Hanni era parecido com Ana.   -  Ana paula - Ah, agora sim, achei que ficou um nome bonito (bonito e bem simples).  E assim ficou decidido: minha filha seria registrada como Ana Paula Köhn.  O nome Paula, seria uma forma de homenagear meu pai.

          Quando eu era bem pequeno, os amigos do meu pai, me chamavam de "Paulinho", mas esse diminutivo ficou para a minha filhinha querida, a minha "Paulinha".  Essa, é a estória de um nome.
Ana Paula Köhn, nasceu em 09/09/1974, na maternidade de Resende, denominada APMIR (Associação de Proteção à Maternidade e Infância de Resende) filha de Irene Nice Gouvea, e Guilherme Köhn.



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