REFLEXÃO HISTÓRICA

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"Ama, com fé e orgulho, a terra em que nascente!Criança! Não verás nenhum país como este!Olha que céu! Que mar! Que Rios! Que floresta!A Natureza aqui, perpetuamente em festa".(Versos de A Pátria - Olavo Bilac)

          Voltando aos antepassados da família Köhn, às vezes eu fico pensando, e questiono sobre o que levou nosso avô (Wilhelm), a voltar para o Brasil, depois de ter ido para a Alemanha para se especializar como Mecânico Técnico em Locomotivas.  Naquela época, o Brasil estava muito atrasado em relação à Alemanha.

          O Brasil era conhecido como o "Novo Mundo", e a Europa o "Velho Mundo".  Toda a nossa tecnologia, a moda, o vestuário, tudo era importado da Europa.  A Alemanha era o centro cultural da Europa.  Enfim, uma diferença muito grande, comparando Brasil x Alemanha.

          Talvez, do ponto de vista do poeta Olavo Bilac, como nos versos acima, o Brasil apresentasse uma vantagem e um encantamento aos imigrantes estrangeiros.  E, mais uma vantagem não citada  pelo poeta, seria o nosso clima.  O clima do Brasil é um verdadeiro paraíso para os estrangeiros.  Sem falar em nossas praias, que também são muito admiradas.  Na Alemanha, são 6 meses de frio, e o inverno propriamente dito, é muito rigoroso.

          Sob este aspecto, o Brasil apresenta um diferencial muito grande. Mas a Alemanha hoje, em termos de tecnologia, economia, cultura, etc, é um país de primeiro mundo.  Mas este avanço não é, digamos muito antigo.  Deve ter uns 70 anos. Quando terminou a 2ª Guerra Mundial em 1945, a Alemanha estava arrasada.  Dali para frente, é que a Alemanha se recuperou, e se nos apresenta como é hoje. 

          Mas, as nossas estórias, desde nossos avós ou bisavós, é muito mais antiga, ou seja, muito antes da 2ª Guerra Mundial.  Então, como seria a Alemanha nesse tempo mais antigo?  Sabemos que a Europa sempre foi um cenário de muitas guerras; desde a época do Império Romano, que também pretendiam "dominar o mundo": os romanos deixaram seus rastros, suas marcas pela Grécia, França, Alemanha e outros países.  Mas, não vamos retroceder tanto assim. 

          Em 1871, época portanto de nossos bisavós, a Alemanha venceu uma guerra contra a França.  Em Berlim, hoje, há um monumento dedicado a essa vitória, chamado de Siegessäule (coluna da vitória).  Esse monumento, apresenta uma estátua dourada de um anjo (vide ilustração):
Coluna da Vitória, Berlim, Alemanha
          Em Berlim, existe também outras ruínas, lembrança da 2ª Guerra Mundial, que o povo alemão decidiu conservar assim mesmo, como ruínas, para lembrar que a guerra só traz destruição.

          Bem, esta reflexão histórica é só para que possamos fazer um exercício de imaginação, no pretenso intuito de entender o que se passava na cabeça dos nossos antepassados, assim como, talvez de outros imigrantes estrangeiros.  

          Seja como for, mas a saudade da terra natal certamente estaria presente no coração de cada um desses imigrantes:
ICH HAB' NOCH EINEN KOFFER IN BERLIN

Ich hab noch einen Koffer in Berlin
Eu ainda tenho uma mala em Berlim
Daswegen muß ich nächstens wieder hin
Por isso eu tenho que voltar para lá da próxima vez
Die Seligkeiten vergangener Zeiten
As bem-aventuranças dos tempos passados
Sie sind alle immer noch in diesem kleinen Koffer
Elas estão todas nesta pequena mala
Drin
Lá dentro
          Os versos acima, são de uma música antiga de Marlene Dietrich, atriz e cantora alemã, mas que vivia nos Estados Unidos (em Holliwood).  Ela usou nesta música, uma linguagem figurativa, metafórica, para dizer que suas raízes e suas lembranças, estavam lá, na sua terra natal:  em Berlin.

          Assim sendo, e tomando como exemplo as palavras dessa atriz em sua canção, nós também da Família Köhn, temos a nossa mala na Alemanha.  Os vestígios dos nossos antepassados ainda estão por lá, através de familiares que talvez nem saibamos ao certo.  Vamos ilustrar este pensamentos com mais algumas fotos:
Família reunida em seu lar, antes da 2ª /Guerra
(Nesta foto, ao fundo, de branco, Helene Hopping, irmã de Martha Binder Köhn.  Helene Höpping e sua filha Hanni. - De roupa escura e com a mão no rosto, Mariechen, primeira filha de Helene e Paul Höpping;  Sentada à frente, de vestido branco, Hanni, segunda filha de Helene)

Cidadãos da Alemanha antiga

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