MINHA VIDA
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Em muitos casos, a vida se nos apresenta como um imenso ciclo renovador. Observando algumas experiências vividas por nossos antepassados, essas mesmas experiências poderão se repetir em nossas vidas após um lapso de tempo, embora com pessoas diferentes e guardando as devidas proporções, mas em manifestações semelhantes.
Minha vida pessoal. - Não me sinto muito à vontade para falar de particularidades da minha vida pessoal ou sentimental, mas como este trabalho é um documentário e ao mesmo tempo um livro aberto sobre pessoas, e tendo em vista que muitos fatos da minha vida particular são conhecidos, não posso deixar de falar ou registrar de meu próprio punho, ainda que de forma resumida algumas nuances da minha vida particular.
Vamos aos fatos. Primeiro, eu tive um romance fracassado com a mãe da Ana Paula, a Irene Nice Gouvea. A Irene era uma boa menina, mas um pouco sonhadora, e muito jovem ainda. Eu também tive minha parcela de culpa por não me acertar com ela, e pelas nossas diferenças, ela resolveu separar-se de mim, me abandonar. Tivemos alguns atritos, eu queria ficar com a guarda da Ana Paula, mas ela não permitiu. Em resumo, foi isto que aconteceu, mas eu sempre tive um amor muito grande pela minha filha. Minha querida Paulinha, e que a tia Clara, também me ajudou a cuidar dela quando pequena.
Depois, passado um bom tempo, conheci uma garota Peruana, de nome Ana Maria Ponce. Casamos. Acho que precipitamos nesse casamento, ou seja, sem nos conhecermos muito bem. O fato é, que depois de um certo período de tempo (um ano aproximadamente), minha vida se tornou um inferno. Acho que eu me casei com a encarnação da minha bisavó (conta-se que nossa bisavó Henrieta Wilhelmin, infernizou a vida do marido). E o mesmo aconteceu comigo, obviamente, dentro de um outro contexto histórico-cármico. Acho que eu também merecia passar por este "Inferno de Dante".
Mas desta vez, fui eu mesmo que "cavei" uma separação, e que depois culminamos com o divórcio direto. Eu mesmo provoquei tudo. Tudo muito bem planejado. E nessa oportunidade, eu já conhecia a minha atual esposa, que por ironia, também se chama Ana Maria (Ana Maria Coelho).
Ana Maria Coelho (Aninha), tinha sido uma das minhas primeiras namoradas de outros tempos, mas com ela eu me acertaria. E assim aconteceu. E hoje, estamos muito bem casados e felizes vivendo modestamente, sem atritos. É a minha estória.
(Observação: na foto ilustrativa acima: eu Ana Paula e Aninha. A outra menina é prima da Ana Paula. Trata-se de uma segunda comemoração dos 15 anos da Ana Paula. A primeira comemoração, foi na casa da mãe dela, Irene)
O CICLO DA VIDA
Tudo passa, sobre a terra...
Nós, nossos feitos, nosso amor.
Lembranças se extinguirão
no tempo, como devaneios.
Mas a vida, o ciclo renovador,
continuará imutável, é a Lei.
Os astros seguirão, em sua elipse perfeita,
as formigas, em seu rotineiro trabalho,
e o cãozinho fiel, também não perderá
a sua humildade.
Nem os pássaros, mudarão o seu canto.
Apenas o homem,
irremediavelmente inconformado,
continuará inconformado,
continuará angustiado,
especulando a natureza,
desvendando seus mistérios,
desenvolvendo tecnologias,
mas desconhecido de si mesmo.
Um dia,
Sim, um dia voltarei...
Das minhas lembranças apagadas,
de esperanças renovadas,
da missão mal terminada.
Neste Ciclo perfeito,
quando chegar a minha vez,
novamente Deus me emprestará
um pedaço de terra,
um pouco de vida,
um abrigo, uma jornada.
Tudo se renova,
tudo passa, novamente sobre a Terra...
(Guilherme Köhn)
