NOSSOS BISAVÓS
0
A FAMÍLIA KÖHN
O INÍCIO: NOSSOS BISAVÓS
Nosso Bisavô: Karl Friedrich Köhn
Nossa Bisavó: Henrieta Wilhelmin Köhn
Tudo teve início, quando no Brasil, na época de Dom Pedro II, ele abriu as portas do Brasil à imigração estrangeira. O Brasil precisava desta política para o seu desenvolvimento. Isto foi por volta do ano de 1875. Aliás, essa política foi iniciada bem antes por D. Pedro I, e continuada depois, por D. Pedro II.
Nessa época, não existiam aviões, e os estrangeiros, alemães, italianos e até japoneses, aqui chegavam em navios, conhecidos como "vapor", em viagens que duravam cerca de 3 meses, viajando pelo mar, onde a paisagem vista do navio, era apenas céu e mar...nada mais...

Não sei precisar a data exata, mas foi dentro desse episódio histórico, que aqui chegou o nosso bisavô, Karl Friedrich Köhn (Carlos Köhn), com sua esposa Henrieta Wilhelmin Köhn Guilhermina Köhn), trazendo junto o seu filho, ainda pequeno August Friedrich Wilhelm Köhn (Augusto Frederico Guilherme Köhn). Essa família, chegou ao Brasil, vindo da Alemanha, trazendo além do pequeno Wilhelm (já mencionado), mais 2 filhas e um filho. Esses três filhos, seriam de um matrimônio anterior do Karl (Carlos). Eles desembarcaram no Sul do Brasil.
O governo brasileiro, como incentivo à imigração, estava doando terras para os imigrantes estrangeiros. Mas, não eram simples lotes de terra, e sim, mata fechada, que precisava ser desbravada. Não havia nada, nem casa; tinham que cortar madeira no mato, para construir uma morada rústica. Um cenário nada encorajador. À primeira vista, uma terra inóspita.
Consequentemente, Henrieta começou a brigar com o marido. Infernizava sua vida. O atrito chegou a tal ponto, que ela abandonou o marido e foi para Araras-SP, onde ela tinha um irmão que residia naquela cidade, vindo ao Brasil havia mais tempo. Mas ela levou consigo os filhos e o garoto Wilhelm Köhn.
O próprio Wilhelm, contaria mais tarde aos seus filhos, que ele chorava de saudades do pai, que desgostoso, começou a beber, e um dia foi encontrado morto, afogado num lamaçal.
Henrieta casou-se pela terceira vez, e agora com um holandês, de nome Carlos Doevenford. Esse Carlos Doevenford, era fabricante de linguiças, salames e outros derivados. Conta-se que eles ganharam muito dinheiro com essa atividade.
Quem não gostou muito dessa atividade, foi o menino Wilhelm (nosso avô), que era obrigado a fazer entrega do produto fabricado, e ainda por cima ganhou um apelido (que detestava), de "o linguiceiro". Como ele odiava ser chamado assim.
Mas foi dessa forma que ganharam dinheiro, e o que possibilitou ao jovem Wilhelm, mais tarde, voltar para a Alemanha em busca de uma profissão melhor. Sabe-se que essa família retornou à Alemanha por diversas vezes.
Mas, ao pequeno Wilhelm, o destino reservaria o Brasil como sua segunda Pátria. Aqui, ele daria continuidade à sua própria família.
(Veja na foto: Henrieta com seu marido holandês, Carlos Doevenford, e o pequeno Wilhelm Köhn)
HenrietaWilhelmin Köhn:
OBSERVAÇÃO:
Henrieta, mãe de Wilhelm Köhn, quando casou-se com Carlos Köhn, já era viúva, e tinha um filho casado na América do Norte.
E o Carlos Köhn, pai de Wilhelm Köhn, também já era viúvo, e tinha 3 filhas do primeiro matrimônio. Uma das filhas, casou-se com um rapaz da familia Morandini, e tiveram um filho de nome Guido Morandini. Guido, mais tarde casou-se e morava em Ribeirão Preto-SP. Das outras filhas, não temos informações.

