MEU NETO GABRIEL
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Um neto é sem dúvida, uma ligação familiar emocional. Eu penso assim: "o meu neto, é a prolongação da minha vida; louvado seja Deus que me concedeu esta graça" Na Bíblia, que é um livro de sabedoria para todas as situações, está escrito: "A coroa dos velhos, são os filhos dos filhos, e a glória dos filhos são seus pais." (Provérbios, 17:6). Podemos ainda concluir este pensamento com uma verdade que certa vez ouvi alguém falar: "Ser avô, é ser pai duas vezes."
Já houve um tempo, em que os avós eram a base que unia uma família. Tempo em que todos tinham uma religiosidade mais devotada para a família. Mas hoje, os tempos mudaram. As atitudes de antes já não são as mesmas. É uma lástima. Mas, acho que para a maior parte das famílias, a nossa realidade em particular, decorre de circunstâncias as mais diversas. Não vamos questionar.
Hoje, diferente dos tempos antigos, as distâncias separam muitas famílias, e com isso muitos jovens têm pouco contato com os avós. Em todo o mundo isso acontece. Em muitos países, os idosos da família não são mais tratados com respeito e consideração. Parece que essa é uma tendência natural dos novos tempos. Eu já aceito essa realidade para mim mesmo. Aceito plenamente, pois já me considero abençoado pelo fato de ser avô, e meu neto felizmente goza de uma família feliz que o trata com todo amor como é da lei de Deus e está nas Sagradas Escrituras.
Mas, eu não quero falar dos velhos, dos avós, e sim do meu neto, representando todos os netos bem-aventurados (muito felizes) e que são adorados por seus respectivos vovôs. Meu neto, ele se chama Gabriel Köhn Malatesta, e no momento desta dissertação (2019), ele conta com 11 anos apenas, mas perfeitamente integrado e pronto para esta Nova Era (novos tempos), que nos promete muitas mudanças tecnológicas a nível mundial.
Posso parecer um avô piegas, mas o Gabriel promete muito, pois adora uma tecnologia e já está se preparando para criar um canal no You Tube sobre futebol, sua paixão, e também já escreveu um livro infantil, com o título "O Menino Bom de Bola", num projeto estimulado pelo Colégio Bandeiras (particular), da orientadora Simone. Tomo a liberdade de transcrever suas palavras, numa dedicatória do seu livro que ele me ofertou como presente de fim de ano: "Um dia eu espero escrever com a mesma sabedoria e paixão que o senhor. Acredito que estou no caminho certo. O que o senhor acha? Este livro é para você, vô Guilherme. Ass. Gabriel."
Meu amado netinho, eu me orgulho de você. O seu livro para mim é um tesouro. Eu não escrevo com sabedoria, como você mencionou, eu sou apenas um blogueiro que gosto de me dedicar a escrever crônicas e estórias, procurando escrever com esmero, e com palavras fáceis de entender, assim mesmo como você escreveu no seu livro. Você ainda vai ser um grande escritor, um acadêmico da nossa Língua Portuguesa, que é bonita e rica em expressões.

Vou tomar a liberdade de transcrever um pequeno trecho introdutório que você escreveu, da sua estória, no seu livro de estreia (uma verdadeira autobiografia): "O menino Gabriel é bom de bola. Ele tem oito anos e o seu time é Flamengo. O pai dele o colocou na escolinha do Boa Vista (de futebol), e ele conheceu várias crianças, muitas eram boas de bola, mas ninguém dava a bola pra ele e então tinha que pegar. Um dia, alguém deu o passe pra ele e ele ficou de meio. Agora ele sempre fica de meio. Ele ganhou vários passes e fez muitos gols..."
Gabriel, você revela ser melhor do que eu quando eu tinha sua idade. Minhas redações eram muito inferiores, muito mais simplórias. Me lembro até hoje. Meu neto é meu orgulho. Amo demais esse menino inteligente e carinhoso. Agradeço a Deus todos os dias por você. A nossa maior motivação vem daquelas pessoas que amamos. Assim como você me motiva a escrever para você, abra também o seu coração sincero para aquelas pessoas que você ama e que também te amam, e que estão sempre pertinho de você. Seus queridos papai e mamãe. Parabéns, Gabriel!


